
Em 2006, após 11 anos nos EUA, passei a conhecer a minha família, amigos da minha família e a vida no Brasil. Fui conhecendo (reencontrando) alguns músicos da minha família, um tio e um primo. Mas foi só quando me apresentaram a um amigo da família que tinha uma banda, Guilherme. Entrei na banda dele e conheci a galera comq uem passaria os próximos 3 anos tocando: Theago e Luis. Toquei bateria com eles por cerca de 6 meses, durante o qual aprendi muito sobre música e a ferramenta mais importante da minha vida musical, Guitar Pro.


Sem nunca ter saido dos ensaios, acabei desistindo e fui montar a minha própria banda com o Theago e o Luiz na guitarra base e solo respectivamente. Sem baixista, sem pratos, coemçamos a ensaiar as músicas que havia composto. Entraram e saíram gente e mudamos de nome até chegar no As I Kill e sua última formação com Hikes no baixo e o Valber (que também era da Anascold) na bateria. Tocamos vários shows e aprendi muita coisa ao longo do caminho, mas o que mais me arrependo não ter aprendido antes foi como investir na identidade visual e melhor registrar os momentos.



As letras que escrevia eram altamente deprimente, auto-agressivas e nada saudáveis. Fora beber e fumar, eu precisava dos shows para me motivar a continuar a viver. A minha vontade era de gravar um cd incrível para deixar um legado para trás e me matar. Felizmente, os dois cds que eu havia gravado com um amigo que conheci no Orkut, Lucio, e por conta própria no Horus durante o carnaval de 2009, não me pareceram dignos de serem um legado.



Porém, no dia 11 de julho de 2009, um show em Planaltina foi cancelado e resolvi acabar com a minha vida logo. O meu plano era esperar a minha família dormir, ficar bêbado e me jogar do segundo andar. Ainda bem que a minha irmã, Thais, me convenceu a ir a igreja conhecer os Shamps, os quais oraram por mim e me discipularam durante 3 anos. Aprendi a buscar a Deus, orar pelas pessoas, evangelizar, pregar, tradução simultânea, a ler a bíblia, etc.
Como a maioria dos jovens de 18 anos, radicalizei; e através do meu novo jeito radical, acabei afastando os meus amigos, a banda acabou porque forcei os meus novos ideias na galera de forma pesada e repentina. Após 3 anos e mais de 20 músicas autorais, quis mudar as letras, tocar novas músicas, e botar a galera toda pra igreja. Até tinha conseguido levar a banda e muitos amigos pra minha igreja na época, porém foram muito mau recebidos, e eu não consegui enxergar isso na época e dei razão às pessoas da igreja. Mas, estava com uma nova paixão e, embora tenha desistido da banda, passei a evangelizar os meus amigos e focar na igreja e no meu ministério de evangelização urbana, Encontros do Destino.













Em 2012, cheguei até a gravar um CD acústico, From Within, com letra inglês, mas essa aventura durou poucos meses. As músicas não eram exatamente edificantes e descobri que, no Brasil, ninguém tem interesse em ouvir outro brasileiro cantar música autoral em inglês. Porém, devido a vários fatores, acabei desistindo do ministério.
Por volta de 2013, voltei com a As I Kill com novos membros e sem a intenção evangelística explícita; as novas músicas tinham letras limpas – aquelas letras subliminarmente cristãs. Todavia, embora tenha conhecido gente incrível, não durou muito tempo e acabei desistindo, novamente, por questões técnicas.

Davi FJ
