porque precisei regravar Identidade em Cristo

Desde antes de 2015, gravo ideias e trechos que fiz e refiz para sair esse álbum. Além disso, já tinha gravado uma demo caseira, inclusive com músicas nunca lançadas, então acredite quando eu digo, cheguei ao ponto de não aguentar mais ouvir as minhas próprias músicas.

O processo da gravação da Identidade em Cristo que lancei como Davi FJ demorou cerca de 4 ou 5 meses. Tudo começou quando estava gravando uma compilação de músicas congregacionais no nosso estilo, a Gospel Covers volume 1. Durante a gravação da bateria, resolvi utilizar o tempo que tinha sobrado para gravar a bateria de Deixe Ecoar, o que lançamos como single. O problema é que, antes de começar a gravação do álbum em questão, eu já estava cansado de mixar e masterizar a Gospel Covers e Deixe Ecoar – mixar batera orgânica dá muito, muito trabalho, ainda mais quando se é amador. Logo, chegou em um ponto em que eu não queria mais melhorar nada, nem acrescentar, nem gravar o solo de Nascer de Novo – estava sem inspiração e sem saco. Em suma, programar bateria, gravar baixo, guitarra, vocal principal, back vocals, cansa.

Porém, quando comecei a gravar com o Ricardo e o Allison, 4 meses depois do lançamento, e eles foram contribuindo com sugestões e ideias para mudanças e melhorias, parece que algo acendeu em mim novamente – o trabalho em equipe alimentou a chama que já estava quase apagada por esse projeto. De repente, as músicas começaram a tomar uma nova cara, com novos elementos, e fui ficando empolgado novamente.

Enfim, ainda estamos na fase de mixar e masterizar e pode demorar algumas semanas para finalizar tudo, pois, dessa vez, eu to fazendo as coisas com calma e dando tempo para descansar os meus ouvidos a fim de termos o melhor resultado possível. Só espero, com bastante ansiedade, que os nossos ouvintes curtem também!

Davi FJ

5 coisas que aprendi quando gravei com um produtor

Caso ainda não sabem, mudamos o nome da banda de Davi FJ pra Anávo e resolvemos regravar Identidade em Cristo. Ela ainda está no processo de ser mixada e esperamos que ela esteja pronta pra ser lançada em breve! E embora ainda temos muito o que aprender, até porque nem terminamos, resolvi deixar registrado aqui algumas coisas importantes para, desde já, ajudar outras bandas de rock nacional.

Preparação

Antes mesmo de gravar Identidade em Cristo em casa como Davi FJ, eu já tinha feito uma demo sozinho; programei a batera, gravei o baixo, as guitarras e os vocais. E aí, resolvi lançar uma versão de algumas músicas de Eu Vi e algumas inéditas em voz e violão no álbum Mas Que Graça; isso porque tinha ouvido falar em uma entrevista com Fresno que eles haviam feito isso e que a galera deles aprendeu a cantar as músicas primeiro assim, antes mesmo de gravarem um cd totalmente instrumental. E aí resolvi gravar Deixe Ecoar e Identidade em Cristo em casa com bateria programada.

Não satisfeito, porém, com a qualidade da minha produção caseira, resolvi ir pro melhor produtor de bandas de rock que eu conheço em brasília, Ricardo Ponte. Apresentei a Identidade em Cristo como se fosse uma demo e isso agilizou bastante o processo. Tanto que, em relação à estrutura das músicas, mexemos muito pouco.

Criatividade

Ao sentar com o Ricardo e o Allison antes de começarmos os trabalhos, definimos o que estávamos disposto a mudar nas músicas em relação aos timbres, estruturas e inclusão de novos elementos. Me humilhei e reconheci que estava diante de alguém que trabalha com gente grande, como a Scalene, e dei a carta branca para o Ricardo e o Allison mexerem no que quiserem; a gente ia, no mínimo, ouvir e considerar quaisquer mudança. Nisso, começamos a trabalhar juntos na criatividade e as músicas foram tomando uma nova identidade. Nisso, a gente desgastou todas as possibilidades de deixar as músicas mais interessantes sem saturá-las de mais. Não há nada melhor do que pegar uma canção de que já estava de saco cheio e se empolgar com ela de novo por ter um novo elemento ou uma parte diferente.

Equipamento

É de partir o coração, mas a minha guitarra que comprei (usada) com tanto amor e carinho como presente de casamento pra mim mesmo, a mesma que tinha levado em luthiers pra ser regulada, modificada, melhorada, enfim, não tinha um sinal ideal para a gravação. Graças a Deus, o Allison nos resgatou e usamos as guitarras dele, junto com a Fender e dois baixos do Ricardo. “O que entra, sai.” Nunca íamos conseguir um som comercial com a minha guitarra e set de pedais.

Além das guitarras, só o que o estúdio do Ricardo tem de equipamento já vale mais do que o trabalho, sem contar com a experiência do engenheiro de som. Para eu chegar no nível dele de produção, eu teria que investir muito mais dinheiro e tempo do que estou disposto.

Orçamento

Já tinha falado e eu falo outra vez, se eu pudesse voltar, eu teria fechado uma single e não um álbum de 9 músicas. Aconteceu vários imprevistos e acabou que honrar o meu compromisso ficou muito mais pesado do que podia ter imaginado. Investi tudo em um produto e não separei nada para fazer um clip e muito menos marketar as músicas. É como comprar um carrão e não ter dinheiro pra encher o tanque.

O que pretendo fazer na próxima é fazer um orçamento em que o produto (música, clip, fotos, artes) e o marketing (tráfego pago, playlists) tenha o mesmo valor. Por exemplo, se eu for gastar 5 mil com o produto, tenho que ter 5 mil reservado para marketing. Mas, agora já foi né, fica pra próxima e fico me virando nos 30.

Visão

O passado é apenas o futuro com a luz ligada” é como resumo essa história toda. Quando um investimento dá errado, gosto de falar que no mínimo paguei por uma lição de vida. Se eu não tivesse tomado essa iniciativa, não teria a sabedoria dos meus erros e acertos. Penso que se eu tivesse tomado a iniciativa de gravar com o Ricardo 5 anos atrás, estaria bem mais avançado na minha carreira musical. Mas, não posso voltar, então preciso olhar pra frente e continuar aprendendo e vendo o que pode ser feito para continuar avançando o ministério que Deus me deu; até porque, quando eu estiver diante do Rei, ele não vai me perguntar sobre o talento dos outros, mas sim sobre o meu, o que eu fiz com o que Ele me deu.

Davi FJ

novo ano, novo site

Então é isso, finalmente resolvemos fazer um site. A verdade é que nem sabemos exatamente como esse site vai nos ajudar. Só sabemos que precisamos fazer algo diferente, pois ficar na mesma não leva ninguém a nada. Não somos a primeira e de longe a única banda a tomar essa iniciativa, mesmo no meio da nossa cena. Não há uma fórmula pronta para fazer um site de sucesso para banda, muito menos uma banda de rock cristão, então vamos às ideias aleatórias, tiros no escuro e tentativa e erro; vai que alguma coisa cola. Só sabemos que não queremos que seja apenas um lugar onde encontra o nosso portfólio; isso já tem por meio de fotos no Instagram, clips no YouTube e som no Spotify.

Pensamos em utilizar o que não é novidade mas tem de diferente nesse meio de comunicação – o blog. Então, já que eu (Davi) sou formado em Letras e não levo jeito e muito menos tenho equipamento para fazer vlog no YouTube, vamos no texto mesmo. Pretendemos postar relatos pessoais de cada membro da banda sobre shows, gravações, rolês e por aí para, ao menos, deixar registrado aqui pra, quem sabe no futuro, algum fã possa se divertir lendo nossos relatos e, assim espero, ser edificado em Cristo também. No mínimo, imagino os meus filhos (que ainda não tenho) me pesquisando na internet e usar isto de motivo para me zoar.

Enfim, espero que isso seja o início de uma jornada longa e divertida e uma forma de conectar as pessoas.

Davi FJ